O Governo de Minas Gerais e as Instituições de Justiça já autorizaram o investimento de mais de R$ 760 milhões na Saúde para os municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho. A cidade de Brumadinho ganhou um Complexo de Saúde com equipamentos novos, como respiradores, ultrassons, monitores e camas, para atender a população. Além disso, foram repassados recursos que permitiram contratar profissionais qualificados para reforçar o atendimento em saúde e assistência social na cidade. Brumadinho agora tem uma Sala de Urgência estruturada, assim como outros 17 municípios da Bacia do Paraopeba. Em Abaeté, os pacientes da zona rural conseguem receber atendimento mais rápido com os veículos que foram comprados para o transporte em saúde.
Os recursos do acordo também fortalecem políticas de saúde por todo o Estado. Os municípios de Divinópolis, Teófilo Otoni, Sete Lagoas e Conselheiro Lafaiete terão, em breve, Hospitais Regionais para atender a população local e das cidades vizinhas. E Minas irá ganhar reforços até no combate à dengue, à zika, à chikungunya e a outras arboviroses, com a construção de uma biofábrica de mosquitos com a bactéria Wolbachia, que impede que os vírus dessas doenças se desenvolvam nos insetos.
42 projetos neste tema já foram definidos após Consulta Popular, dos quais 40 já foram iniciados, o que corresponde a R$ 760.891.070,38 em investimentos autorizados.
Do total de projetos iniciados, 19 estão sendo executados pelas prefeituras dos municípios atingidos, o que corresponde à R$ 341.067.669,33 já repassados às prefeituras; 18 projetos estão sendo executados pela Vale, o que corresponde a R$ 103.440.563,66; e 3 são executados em formato híbrido, no valor total de R$ 316.382.837,39, com parte sendo executada pela Prefeitura, correspondente ao valor de R$ 261.390.165,17, e parte sendo executada pela Vale, correspondendo ao valor de R$ 54.992.672,22.

Construção de biofábrica, pela Vale, no bairro Gameleira, com recursos de aproximadamente 16 milhões, com o intuito de executar um projeto para redução da transmissão das arboviroses, tendo como prioridade 22 municípios da bacia do Paraopeba.
Os trabalhos na biofábrica serão coordenados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o World Mosquito Program (WMP) – iniciativa internacional que atua na proteção das pessoas às doenças transmitidas por mosquitos Aedes aegypti.
O Método Wolbachia, patenteado pelo World Mosquito Program, e aplicado no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam no mosquito, contribuindo para a redução da transmissão de arboviroses. Com a biofábrica em funcionamento, estima-se a produção semanal de dois milhões de mosquitos que, uma vez inseridos no meio ambiente, vão se reproduzir com os Aedes aegypti locais e estabelecer uma população com Wolbachia. Cabe destacar que esses insetos não são transgênicos e não transmitem doenças.
Dados divulgados em 2021 pelo WMP apontam redução de cerca de 70% dos casos de dengue, 60% de chikungunya e 40% de zika nas áreas onde houve a intervenção entomológica no município de Niterói (RJ). Na Indonésia, dados do WMP apontam redução de 77% dos casos e 86% das hospitalizações.
O custeio de todas as despesas necessárias à operação da Biofábrica no âmbito do Plano de Contenção de Vetores pelo prazo de 5 anos, contados da licença de operação, na ordem de mais de R$ 57 milhões, caberá à Vale.
Valor total do projeto (incluindo obra e custeio posterior): R$ 82.936.612,5
3978 equipamentos adquiridos até 2024 (incluindo insumos)
Compromitentes do Acordo de Brumadinho